Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão

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Todos sabem que a imagem mais vista nas eleições que levaram Barack Obama foi a ilustração dele feita por Shepard Fairey. O que poucos sabem é que por trás dessa imagem está rolando o maior quebra pau nos tribunais americanos. Tudo porque a foto que Shepard pegou no google images e utilizou para fazer a ilustra foi feita pelo fotógrafo Mannie Garcia que cobriu as eleições americanas para a AP. Com o boom das imagens Mannie briga com a agência AP pelos direitos da foto e ambos processam Farey por plágio, este por sua vez processa de volta a agência por calúnia.

No meio disso tudo, a Revista da Semana publicou uma capa com uma ilustra de Pepe Casals (muito boa por sinal!) que é uma variação da ilustra de Shepard. E agora você como eu acha que tudo isso faz parte do jogo? Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão?


Photoshopada, eu?

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Há algum tempo, no distante Reino chamado Adobe, nasceu o milagroso programa Photoshop.

Esse programa prometia (e de fato cumpria) grandes alterações na imagens. Na época tornou-se "moda" ter sua foto "photoshopada". As agências de publicidade do reino usavam e abusavam do programa, e a área editorial, apesar de comedida, não ficava atrás.

Porém, como tudo que usado em excesso fica over, esse dia também chegou no Reino Adobe, ou pelo menos ameaça chegar...

A revista Elle Francesa é um exemplo. Nesse mês de abril ela ousou e não usou nadinha de Photoshop (pode acreditar). Isso deu o que falar nos Reinos vizinhos...



Será que essa "nova" moda pega?

Já dizia o dito popular: o importante é participar!

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Participar é para qualquer um, pelo menos na internet.

Cada vez mais o conteúdo colaborativo está tomando conta do meio digital. É possível participar com comentários, envio de imagens, matérias e tudo que possa interessar. Os sites estão cada vez mais interativos, e tornam-se fieis ao dito popular: o importante é participar.

Um exemplo é o Foto Repórter do Estadão. Uma sessão destinada somente para conteúdo colaborativo que tem vários adeptos. O curioso é que a nova "cultura colaborativa" mal começou no meio editorial, e já se espalhou para o publicitário. Em exemplo é a nova campanha desenvolvida para Johnnie Walker que conta com a estratégia colaborativa de imagens, cujo tema é: "Você é uma composição única. Johnnie Walker Black Label também".

No site podemos encontrar 100 grandes passos da humanidade desde o nascimento da marca. Porém 101º passo foi dado por você (sim, você mesmo). Enviando sua foto você dá continuidade a "caminhada de progresso".

Mas...e quando TODOS quiserem que você participe? Com a correria de hoje, seria melhor mudar o dito: A palavra é prata, o silêncio é ouro.

Design brasileiro

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Alguns países são para nós ícones do design, bem como algumas revistas, fotógrafos etc... Nesse meio, buscando um lugar ao sol (e de preferência um lugar onde os raios sejam bem brilhantes) estamos nós: os brasileiros ( aqueles, que não desistem nunca!). Com intuito de apontar a atual relevância do Brasil no cenário mundial de design e as diferentes vocações do que é produzido no país, inicia-se a exposição "Design Brasileiro Hoje: Fronteiras".

A exposição é uma ótima pedida e conta com diferentes peças como: móveis, objetos, veículos, acessórios, livros, embalagens, luminárias, até vinhetas e apresentações para TV e cinema.

Vale a pena conferir!

Exposição Design Brasileiro Hoje: Fronteiras
Onde: MAM-SP - Sala Paulo Figueiredo
Quando: 7 de abril a 28 de junho. Terça a domingo e feriados, das 10h às 18h
Quanto: R$ 5,50.
Saiba mais: http://www.mam.org.br/

Comic Sans, o Corel Draw das Fontes!

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A Comic Sans é uma fonte da Microsoft criada em 1994 por Vincent Connare com inspiração nas fontes utilizadas nos Comic Books, mas, como a maioria das coisas criadas pela Microsoft, a fonte perdeu seu uso principal e virou uma arma letal da cafoníce e do mal gosto. Quem nunca viu um cartaz escrito com Comic Sans em letras garrafais do tipo "Fichas no Caixa", "Não abriremos nesse Sábado", etc, etc e etc...

Por causa de coisas assim a Comic Sans foi associada a trabalhos amadores e sem qualidade estética. Seria o Corel Draw das fontes, amada por uns e odiadas por outros. Ela sofre preconceito na comunidade de type designers que ja arquitetou algumas campanhas (algumas serias e outras não) para que seu uso fosse abolido pela Microsoft.

A última campanha (veiculada pelo blog Designer Daily) foi liderada, nada mais nada menos por Adolf Hitler... genial!




UPDATE 07/04/2009 (15:30 horas) - Após por o post no ar, descobri através dos meus colegas de trabalho David Michelsohn e Marcos Marques mais uma "campanha" com a Comic Sans. Ela teria vencido uma eleição contra a Times New Roman e a Gill Sans e seria usada em todo material gráfico das Olimpíadas de Londres. Essa "notícia" foi veiculada no blog da Creative Review no dia primeiro de Abril. Não preciso falar mais nada né?



Da-lhe Wired!

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Salve salve amigos do Metanoia Studio!
Cá estou para fazer mais uma atualização! (huhu)
O problema é que terei que repetir o assunto do meu primeiro post.
Sim, falarei mais uma vez da tão idolatrada Wired.

Todos esses posts sobre crise mundial, revistas fechando, equipes sendo devastadas e tudo mais, eis que vem a Wired (nossa revista favorita) e lança nada menos que duas versões "estrangeiras" em menos de 2 meses. Itália e Reino Unido foram os países premiados!

O projeto da versão italiana começou oficialmente em Novembro de 2008 e a redação fica em Milão. No site da Wired Italia, eles colocaram o vídeo abaixo, entre outras coisinhas interessantes.



A primeira edição da revista chegou as bancas em Março, trazendo a senadora italiana Rita Levi Montalcini na capa e contendo artigos escritos por Al Gore e por ninguém menos que Paulo Coelho, o escritor brasileiro de maior sucesso no mundo (polêmico!). A capa foi impressa num papel prateado todo especial, bem aos moldes do capricho e requinte da matriz americana.

A Classuda a Capa da Wired Italia.

Outro lançamento foi a versão britânica, que chega as bancas agora dia 2 de Abril e promete balançar o mercado editorial da terra da rainha. O site da Wired UK já esta todo no ar, inclusive com um sampler da edição que vem por ai.

O curioso desse lançamento é que a Wired UK já existiu nos anos 90, mas quebrou, com menos de 3 anos. Sua ultima edição saiu em 1997 e eu não consegui descobrir o real motivo de seu fechamento (baixa venda? falta de anunciantes? provavelmente um desses dois motivos).

No final dos Anos 80 (a década perdida) tudo era festa. E os efeitinhos rolavam soltos nas revistas.

Você pode acessar mais capas da revista no flickr do Phil Gyford, um ex-funcionario da Wired UK.

E pra você que ficou curioso em saber quais outros paises tem ou já tiveram sua edição da Wired, fique sabendo que só o Japão, também na década de 90 é que teve sua versão.


2 edições da Wired Japan. O bom e velho design surreal dos nipônicos.

Daaaaaaa-lhe Wired!

UPDATE 01/04/2009 (10 horas) - No MagCulture rolaram umas fotos da parte interna e da capa da Wired UK. Os cara mandaram muito bem. Mativeram o nível Wired de fazer revista.









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Nota do Editor: Mais um post do Rodolfo França, que apesar de são-paulino é gente fina. Colaborador esporádico do blog, ele finge esquecer de mandar uma foto pra não ter que dar a "cara a tapa".

Vale Tudo... ou Vende Tudo?

Crise, crise e crise... Quantas vezes você ja ouviu essa frase por ai?
Aqui mesmo no blog eu já falei muito sobre a crise... revistas fechando, revistas abrindo, revistas diminuindo o formato, a tiragem, a periodicidade, foram tantas coisas que resolvi fazer um levantamento das melhores e mais inusitadas ações das editoras para manter suas revistas.
Não tenho a pretensão de fazer um lista conceituada e nada disso, eu só quero mesmo ver e mostrar o quanto a crise movimentou o mercado editorial.


- Anúncio na capa da Parent & Child
A revista infantil americana literalmente deu "a cara a tapa". Vendeu um anúncio na capa e levantou a ira da Associação de Editores Americanos.

- Diminuição de Formato
Aqui temos 2 instituições que apelaram para isso. Primeiro foi a vez da histórica Rolling Stone (leia mais em Involução dos Formatos) e depois foi a GOOD (leia em GOOD Humor) que acabaram encolhendo.

- Mês sim, mês não
A mudança na periodicidade foi a medida usada para que projetos ambiciosos como a Portfólio da Condé Nast e Men's Vogue continuassem vivas (Confira em E a crise pegou...)


- Anúncio no rosto do Obama na Capa da Esquire
A Esquire Americana também vendeu sua alma, mas fez de maneira mais discreta. Na histórica Capa do Obama eles venderam um anúncio daqueles escritos "puxe aqui". O único senão, é que esse anúncio ficava estratégicamente colocado atrás do rosto do Obama.

- RIP
Bom, infelizmente algumas editoras não quiseram arriscar, e na verdade riscaram de seu portifólio algumas publicações, foi o caso da Editora Peixes que fechou 5 revistas de um vez, entre elas Terra e DOM. Ja a Hearst de Esquire e Cosmopolitan fechou resvistas como a Cosmo Girl e a "O". (Leia mais sobre isso em Ascenção e Queda)

E você, lembra de mais alguma medida fantástica, ou trágica que as editoras usaram para se manter nesses tempos?

Good Humor!!

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Não, não errei no título...rs
A idéia é essa mesma, fazer uma analogia entre a revista GOOD e o bom humor. Tudo porque a GOOD é como eu, ela não é apocalíptica, ao invés de ficar se lamentando, a GOOD brincou com a crise.

Vou explicar... Eles tiveram que mudar o formato da revista e não choraram. Na verdade eles tiveram uma redução drástica de 80% do tamanho original, mas fazer o que né? Essa foi a medida que eles acharam para combater a crise e ao invés de ficarem com vergonha, ele brincaram com isso e chamaram o novo formato de "formato crise".

Segundo a GOOD essa solução é temporária mas como ja falei em outro post (A involução do Formato) o temporário pode durar muuuito tempo. Confira abaixo a proporção entre o formato velho e o novo.

A saga da "marolinha"

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Segundo o nosso excelentíssimo Presidente Lula, a crise no Brasil será apenas uma marolinha. Apesar de achar a metáfora infeliz, também sou uma das milhões de pessoas torcendo para que ele tenha razão.

E nessa onda, aliás, nessa "marolinha"o mercado editorial continua crescendo, segundo os novos dados o IVC (Instituto Verificador de Circulação) a circulação de revistas semanais cresceu 3% em 2008.

Para alegria do mercado, vamos conferir os números:

Semanais de informação

  • Veja: estável com queda de 0,8% (média de 1.089.902 exemplares por edição)
  • Época: estável com alta de 0,6% (média de 420.447 exemplares por edição)
  • Istoé: cresceu 2,5% (média de 353.136 exemplares por edição)
  • R. da Semana: entra no ranking anual (média de 40.577 exemplares por edição)
  • Carta Capital: queda de 4% (média de 30.591 exemplares por edição)

Semanais de Celebridades

  • Ana Maria: + 21%
  • Caras: estável
  • Conta Mais: + 6,4%
  • Contigo: + 4,6%
  • Guia da TV: + 5,5%
  • Malu: + 17,6%
  • Minha Novela: + 16%
  • Quem: - 4%
  • Sete Dias com Você: - 20%
  • Só caíram TV Brasil: - 12,3%
  • Sou+Eu: + 7%
  • Tititi: + 9,3
  • TV Novelas: + 29,8%
  • Viva Mais: + 15%

O experimentalismo do New York Times

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O The New York Times (NYT para os intimos) é um jornal conhecidamente conservador. (É aquele seu tio que no almoço de Natal aparece de camisa e calça social sob um calor de 40º) Mas apesar disso e de ser republicano, o que nos EUA é aceitavel, afinal lá ninguém esconde suas preferências a credibilidade editorial do NYT é reconhecida mundialmente. Com todos esses predicados seria fácil pensar que os caras demorariam pra largar o osso do formato (teoricamente) ultrapassado jornal impresso + café da manhã + dedos sujos.

Mas, pra supresa de todos, eles resolveram inovar (Imagina seu Tiozão, chegando com um carro conversível, camisa Florida e havaianas) o NYT lançou sob roupagem experimental o projeto The Local que são dois sites de notícias voltados para comunidades locais (um para dois bairros do Brooklyn e o outro para três cidades no estado de New Jersey). A idéia principal do caras, é usar a expertise de blogueiros regionais para falar sobre as novidades do lifestyle dessas micro-regiões. Como se não bastasse isso, eles foram mais fundo na mudança. (Agora imagina seu Tio nessas roupas que falei acima e ainda por cima bronzeado e de óculos escuros com armação branca.) Os sites do The Local também vão contar com a participação de estudantes de jornalismo nos textos.

(Já imaginou a cara da sua Avó ao ver seu Tio no style. Pânico TOTAL certo?) Foi mais ou menos isso que aconteceu com os americanos, vocês vão trocar a sobriedade por textos escritos por não jornalistas? Estão loucos? A resposta do Jim Schachter, editor de Iniciativas Digitais do NYT, é de que vale correr o risco. Para ele, isso é "o esforço para perceber se existem novas formas de jornalismo das quais o jornal pode começar a fazer parte."

É isso ai, o NYT ta certo, depois da capa da TIME (que você pode ler no post chamado Dedo na Ferida) ficou claro que o mercado tinha que buscar novas soluções e o processo nessa busca exige um pouco de coragem e ousadia. (É quando você percebe seu Tiozão ficou mais gente fina depois de pensar na vida e ver que precisa aproveitar mais...)