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O leitinho das crianças está garantido?

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Quando o mercado editorial começou a ser bombardeado com teorias apocalípticas do fim de revistas, jornais e livros, muitos designers ficaram com medo... As expressões do mais medrosos eram: "Ficaremos sem emprego."

Mas o que todos nós esquecemos, é que assim como a tecnologia avança na forma como disponibiliza as informações, ela também avança na forma de produzir conteúdo. Acabo de conhecer através de Crystian Cruz - um entusiasta das novas tecnologias - o Content Station da WoodWing's. Que nada mais é que um plugin do Indesign que facilita a produção de conteúdo pro iPad. A bandeira levantada por eles é de que com esse plugin você não precisa de grandes conhecimento de programação e pode produzir conteúdo de qualidade com as atuais habilidades dos designers. Abaixo segue um vídeo de demonstração do programa.



Como eu venho falando a tempos, o Content Station é apenas mais um degrau na escada que vai nos levar a um novo e diferente formato de produção e disseminação de conteúdo. Onde o papel do designer será fundamental, deixaremos de nos preocupar apenas com a forma e passaremos a pensar também no conteúdo. Segundo o próprio Crystian sua nova profissão é essa, Designer de Conteúdo.

Aguardemos então os próximos capítulos...

Diga NÃO ao "drop shadow"!

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Em primeiro lugar, eu já quero me defender de ataques gratuitos. Eu não sou contra o drop shadow, mas sim contra o uso excessivo e muitas vezes banal desse efeito que quando bem usado, confere um aspecto bem interessante, mas que em mãos erradas vira um ruído que atrapalha a visualização.

De um tempo pra cá, mais precisamente de Outubro de 2003, as revistas do mundo inteiro foram invadidas com sombras e blurs por todos os lados, a infestação foi tanta que nem as legendas de foto escaparam. O grande "culpado" por isso é o Indesign, que na data citada foi lançado em sua versão CS. Contextualizando um pouco, antes do Indesign usávamos o Quark (nem vou falar de PageMaker e outras porcarias) que tinha como característica a sua incrível capacidade de ser limitado. Pra fazer um recorte passar sobre o fio, você tinha que criar um TIFF (?!) da imagem já com o fio atrás... imagina se muda o layout de última hora...rs

Com a chegada do maravilhosos mundo do Indesign, tudo ficou mais fácil e ao mesmo tempo perigoso. O drop shadow antes exclusivo do Photoshop, estava a 2 cliques de distância e ninguém conseguiu resistir aos feitiços da sombra. Quem acompanhou as mudanças gráficas na época certamente lembra como as coisas ficaram mais esfumaçadas e com essas novas ferramentas a sombra, a transparência e o blur viraram tendência. Mas como as polainas do anos 80, com o passar dos anos esses efeitos acabaram virando sinônimo de falta de senso estético.

Hoje estamos na versão CS4 do Indesign e 5 anos depois a tendência é mais clean. Segundo a Ellen Lupton estamos voltando os tempos da Bauhaus (você pode ver mais sobre ela aqui e aqui) Saem as sombras e o blur e entram cores, tarjas e os brancos conceituais. Sendo que esse último provavelmente será o legado dessa geração. Mas infelizmente, alguns designers e editores vez ou outra recaem no uso ERRADO do drop shadow e do blur criando interferências e indo contra a tendência contemporânea. Do mesmo modo que polainas quando bem combinadas com a roupa criam um visual hype. O drop shadow quando bem utilizado dá um visual moderno e estiloso. Por isso, esse post é um manifesto a favor da limpeza e da organização gráfica.

POR FAVOR, que o DROP SHADOW seja usado com parcimônia e de maneira adequada.

Abaixo eu coloco alguns exemplos que fotografei de péssimos usos de sombras e blurs. Eu procurei ser imparcial em relação a editora e título. As fotos foram feitas de maneira a dificultar a identificação das mesmas. O que posso dizer é que são todas revista atuais.