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Os opostos se atraem

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Esse post era pra ser só sobre a Project Magazine, primeira revista feita somente pro iPad. Mas o lançamento do The Daily, o primeiro jornal feito pra iPad me obrigou a criar um paralelo, ou melhor, uma teoria sobre os dois.

Tudo porque o The Daily representa mais uma vez o desespero das grandes editoras que tem em Rupert Murdoch o paladino da luta em prol da venda de conteúdo. A Project por sua vez parece ser a primeira publicação a explorar profundamente as opções que o iPad dá, deixando de lado as rasas interações que tinhamos até aqui. Interações essas que o Daily vende como coqueluchês da tecnologia, demonstrando a falta de respeito com que alguns editores encaram os novos tempo.

Isso que nem falei da recauchutada que eles deram no visual do jornal pra ele ficar parecendo uma revista. É daí inclusive que vem o título do post. Jornal e Revista sempre caminharam em direções opostas, mas o lançamento do The Daily mostrou uma tendência dos jornais de buscarem se parecer com as revistas, a fim de ficarem visualmente mais agradáveis. Esse "tudo por dinheiro", na minha opinião, chega a ser desesperadamente triste...

Antes que joguem a primeira pedra, não, eu não sou a favor do conteúdo de graça... Acho que existe muito trabalho por trás do texto, da foto e do layout, para que isso seja de graça... A Project inclusive é paga... O que eu sou a favor é que as coisas mudem... Sou a favor de projetos como a Project (rs... não pude deixar de fazer a piada...!) que façam o leitor ou usuário, terem vontade de comprar esse conteúdo. Não só pelo conteúdo em si, mas também pela forma como ele é apresentado.

Ninguém é besta, se os caras do The Daily acham que podem fantasiar um jornal para que pareça uma revista, fazer um monte de interação meia boca e dizer que são o futuro, o tempo mostrará que estão errados...



Já a Project, ah a Project, essa tem futuro... e provavelmente um post com mais detalhes!

Trabalhando com o Inimigo


Sempre que o governo precisa de ajuda em alguma campanha nacional, o futebol entra em ação. Campanha contra a fome? Faixas no Fla-Flu. Diga não ao racismo? Concientização num Corinthians X Palmeiras. Todos juntos pela PAZ? Jogadores de Grêmio e Inter entrando de mãos dadas... e assim vai, pois quando os grandes juntam suas forças os resultados normalmente aparecem.

Então, o que esperar de um movimento capitaneado pelas maiores editoras dos EUA?
Time Inc., Condé Nast, Hearst, Meredith Corp. e Wenner Media acabaram de lançar a campanha “Magazines, The Power of Print”. Isso mesmo, serão 79 revistas (veja aqui uma lista com todas) que levantaram a bandeira das grandes editoras do mercado americano, que querem mostrar alguns equívocos no que diz respeito a abordagem do presente e do futuro das revistas impressas, reafirmando sua importância cultural.

A idéia dos caras é mostrar que uma nova tecnologia não sepulta a outra (antiga) e pra isso eles lembram de exemplos como: "O cinema vai acabar com o teatro, a TV vai acabar com o cinema e a Internet vai acabar com todos."

A ação já tem algumas frentes, como o logo da campanha que utiliza pedaços dos letterings das revistas. Dois anúncios exaltando as "qualidades" de materiais impressos (um conta até com o multi-campeão Michael Phelps) e um vídeo onde os ban-ban-bans das editoras defendem seus "filhos".





Essa nada mais é do que mais uma desesperada tentativa das editoras sobreviverem. Mas como falei no começo do post, quando os grandes se unem, normalmente os resultados aparecem. Eu só fico em dúvida (na verdade eu já sei a resposta. rs) se aqui no Brasil, nós um dia veremos editoras como Globo e Abril se juntando para fazer algo no mesmo sentido...

Aham... conta outra...

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O post passado Porque não falar do iPad, não foi o suficiente pra e destilar todo meu desprezo pelas "tentativas" de se criar novas interações leitor x revista.

Semana passada a Wired lançou junto a Adobe um vídeo que tenta mostrar um novo conceito de interatividade e imersão que promete revolucionar as possibilidades de editores e anunciantes na tentativa de atrair os leitores. Antes disso a Interview e a Sports Illustrated também divulgaram vídeos de suas "revistas do futuro".







A verdade é que todos são muito toscos, mal feitos e pretensiosos. Segundo um amigo esses novos formatos não passam de "PDF's metidos a besta".

O problema é que seja por ignorância ou por empáfia (isso vale pros hypes, e modernosos), muita gente vai comprar a idéia das editoras, que cada vez mais agonizantes tentam de tudo pra manter o leitinho das crianças.

Porque não falar do iPad

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Pela cara, o Steve Jobs concorda comigo

Fazem exatamente 24 dias que Steve Jobs - em sua tradicional camisa preta - lançou o tão esperado iPad, o novo e-book (ou leitor digital, ou o que você quiser chamar...) da Apple. Desde então eu venho amadurecendo a idéia de que o iPad ser um supra sumo tecnológico é um dos maiores engodos vendidos pela mídia nos últimos tempos.

Me desculpem os macmaníacos e os "entendidos" em tecnologia que defendem o iPhonão, mas o iPad é uma piada, um projeto reaproveitado e mal acabado.

Reaproveitado, porque está na cara a influencia do iPhone (esse sim um belo projeto) no design e nas aplicações do iPad e mal acabado porque apesar das inovações, falta ao iPad a real essência do que ele se propõe a ser, uma nova forma de interação entre homem e máquina no que diz respeito a disseminação da informação. Esse pecado aliás não é só do iPad mas de todos as outras tecnologias que "tentam" simular uma interação já existente numa plataforma mais moderna, mas que não suporta as novas demandas da sociedade.


Esse era um elefante branco

Algo parecido com o que aconteceu com o LD nos anos 80/90. Existia uma demanda de algo mais moderno e de maior envergadura no armazenamento de áudio e vídeo. Mas a pouca capacidade de armazenamento, o alto custo e o barulho jogaram contra o LD. Foram preciso mais alguns anos de avanços tecnológicos para que a demanda da sociedade fosse atendida com a criação do DVD.

Esse paralelo do iPad para o LD pode parecer radical, até porque dificilmente o marketing da Apple falha e provavelmente o iPad venderá horrores. Mas, como podemos atestar com o sucesso do rebolation no Carnaval, nem sempre o povo compra o que realmente vale a pena...

A nossa sorte é que o tempo de avanços tecnológicos hoje em dia também está mais rápido e logo teremos uma tecnologia realmente nova que possa atender as demandas de hoje. Enquanto isso, prefiro não falar de iPad.

Bye, Bye Kindle... vem aí o NOOK

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A frase acima é de um amigo - Alexandre Lucas editor de Arte da Época - que assim como eu está antenado no futuro do mercado editorial. Nós temos debatido bastante sobre o que virá e como teremos de nos adaptar a essa nova realidade. Talvez por isso nós dois tenhamos ficado tão decepcionados quando pegamos em nossa mão o Kindle de um colega da editora. Parecia algo vindo diretamente dos anos 80. Além do design simples, as funções pareciam ultrapassadas, como algo hoje em dia pode ser lançado sem uma função touch screen, sem expansão de memória e etc... Ao que me parece o Kindle foi lançado inacabado, meio que pra marcar território, algo como "Nós fomos o primeiro a lançar".

Mas como acontece cada vez mais rápido nos dias de hoje, o Kindle foi atropelado. Será lançado em novembro nos USA pela rede de livrarias Barnes & Noble o Nook, um verdadeiro e-book, leitor digital ou como queira chamar. O Nook se utiliza do que há de mais novo na tecnologia atual pelo mesmo preço do Kindle. Além do e-ink, temos tela touch screen que inclui um mini navegador colorido, expansão de memória, sincronização entre dispositivos (a nova maneira de emprestar livros), sistema operacional (o novíssimo e esperado Android da Google), troca de bateria e muito mais. Na página dele da pra ver uma comparação entre o Nook e o Kindle. Abaixo seguem dois videozinho bem legais de como funciona o Nook.





Apesar de ainda ter seus defeitos, o Nook realmente busca um novo modelo de interação do leitor com seu texto, e por isso deve emplacar, coisa que o Kindle não teve capacidade. É inegável que os chamados e-readers chegaram pra ficar, mas a pergunta que fica é se eles vão e se forem, quando irão substituir as revistas, os jornais e os livros.

E a Placar tenta de novo...

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Após o lançamento, breve sucesso e fechamento do Jornal Placar, a Editora Abril vai investir de novo em um produto diferente pra agregar valor a sua marca no mercado futebolístico. Mas diferentemente do jornal que era uma aposta, o novo produto com o selo Placar vem consagrado como maior HQ mensal do mundo com 1,5 milhões de tiragem, distribuído em mais de 17 países e um prospecto de mais de 10 milhões de leitores a HQ sul-africana Super Strikas é o mais novo reforço pro time da Placar.

A partir de 21 de Agosto as histórias do "maior time do mundo" serão encartadas juntos com as edições mensais da Placar. A distribuição da Super Strikas na Africa do Sul é gratuita e ela é mantida através de super patrocínios como Coca-Cola, Visa e etc... No Brasil as 6 primeiras edições serão bancadas pela Henkel e pela Swift.

Agora é esperar pra ver. A idéia é boa e vem na nova onda brasileira dos quadrinhos (que já falei no post A Mangatização dos Quadrinhos). Eu como apreciador de futebol e da Placar espero que o projeto de certo.

MJ = $$?

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As mensagens no twitter já diziam: enterrem logo o MJ, pelo amor de Deus!

O astro que sempre deu o que falar "em vida", morreu em 25 de Junho e, claro, continuou sendo notícia.
MJ foi sucesso por todo o mundo. Fez fortuna com suas músicas e seu talento. A mídia, fez fortuna com seu nome.
Ingressos anteriormente vendidos para os shows de sua turnê, deram lugar a ingressos para o velório. Matérias e fotos de fofocas, deram lugar a lindos especiais sobre sua carreira e sua vida pessoal.

Assim, dentre inúmeros programas, reportagens, entrevistas, surgiu um especial que me chamou a atenção: Bizz Edição de Tributo. Michael Jackson A Vida - A Música - O Fim.



A edição custa R$14,95 e já está nas bancas. A revista deixou ser uma publicação mensal em 2007, encontrou uma potencialidade de mercado e agiu rapidamente.

A história da revista Bizz começou com sua primeira publicação em agosto de 1985. Inspirada no título inglês Smash Hits, sempre teve como tema central: a música. Foi com a revista Bizz a primeira vez que se falou em "público jovem" no Brasil, cultura abafada por 20 anos de ditadura militar.
A última capa mensal de Bizz foi a dos Los Hermanos em julho/07. E, foi com o tributo a MJ que a marca faz seu primeiro especial desde então.

MJ = $$?

A mangatização dos quadrinhos

Ta bom, eu sei que o fenômeno dos mangás não é recente. Mas a semana começou com um lançamento que demonstrou que sua popularização atingiu níveis extratosféricos. O Corinthians em parceira com a Editora BB anunciou uma edição especial de história em quadrinhos contando a saga dos últimos 2 anos do clube (a queda e o acesso no Campeonato Brasileiro e o título invicto do Campeonato Paulista.) O Projeto do clube tem 2 produtos, uma revista normal de 64 páginas que será veiculada nas bancas, e uma edição de luxo para livrarias que contará com capa dura e com um bônus de 16 páginas com depoimentos de figuras históricas do clube também transformados em personagens de quadrinhos.


A iniciativa do depto. de Marketing do Corinthians entrou na onda da mangatização dos quadrinhos brasileiros, que teve início com a Turma da Mônica Jovem de Maurício de Sousa. Lançada pela Editora Panini na Bienal do Livro de 2008, os 4 primeiros títulos da nova série foram um sucesso que venderam juntos mais de 1 milhão e meio de exemplares e inspiraram outra editoras em projetos parecidos como a Pixel com a Luluzinha Teen.


Em tempos onde o mundo dos quadrinhos se pergunta se os "gibis" sobreviverão a Internet, e ainda mais, onde o mercado editorial põe em dúvida a venda em banca na parcela dos lucros que um produto editorial retorna à empresa, o sucesso de vendas da Turma da Mônica mostra que sim, as pessoas ainda compram um bloco de papel com coisas impressas.

Da-lhe Wired!

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Salve salve amigos do Metanoia Studio!
Cá estou para fazer mais uma atualização! (huhu)
O problema é que terei que repetir o assunto do meu primeiro post.
Sim, falarei mais uma vez da tão idolatrada Wired.

Todos esses posts sobre crise mundial, revistas fechando, equipes sendo devastadas e tudo mais, eis que vem a Wired (nossa revista favorita) e lança nada menos que duas versões "estrangeiras" em menos de 2 meses. Itália e Reino Unido foram os países premiados!

O projeto da versão italiana começou oficialmente em Novembro de 2008 e a redação fica em Milão. No site da Wired Italia, eles colocaram o vídeo abaixo, entre outras coisinhas interessantes.



A primeira edição da revista chegou as bancas em Março, trazendo a senadora italiana Rita Levi Montalcini na capa e contendo artigos escritos por Al Gore e por ninguém menos que Paulo Coelho, o escritor brasileiro de maior sucesso no mundo (polêmico!). A capa foi impressa num papel prateado todo especial, bem aos moldes do capricho e requinte da matriz americana.

A Classuda a Capa da Wired Italia.

Outro lançamento foi a versão britânica, que chega as bancas agora dia 2 de Abril e promete balançar o mercado editorial da terra da rainha. O site da Wired UK já esta todo no ar, inclusive com um sampler da edição que vem por ai.

O curioso desse lançamento é que a Wired UK já existiu nos anos 90, mas quebrou, com menos de 3 anos. Sua ultima edição saiu em 1997 e eu não consegui descobrir o real motivo de seu fechamento (baixa venda? falta de anunciantes? provavelmente um desses dois motivos).

No final dos Anos 80 (a década perdida) tudo era festa. E os efeitinhos rolavam soltos nas revistas.

Você pode acessar mais capas da revista no flickr do Phil Gyford, um ex-funcionario da Wired UK.

E pra você que ficou curioso em saber quais outros paises tem ou já tiveram sua edição da Wired, fique sabendo que só o Japão, também na década de 90 é que teve sua versão.


2 edições da Wired Japan. O bom e velho design surreal dos nipônicos.

Daaaaaaa-lhe Wired!

UPDATE 01/04/2009 (10 horas) - No MagCulture rolaram umas fotos da parte interna e da capa da Wired UK. Os cara mandaram muito bem. Mativeram o nível Wired de fazer revista.









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Nota do Editor: Mais um post do Rodolfo França, que apesar de são-paulino é gente fina. Colaborador esporádico do blog, ele finge esquecer de mandar uma foto pra não ter que dar a "cara a tapa".

O experimentalismo do New York Times

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O The New York Times (NYT para os intimos) é um jornal conhecidamente conservador. (É aquele seu tio que no almoço de Natal aparece de camisa e calça social sob um calor de 40º) Mas apesar disso e de ser republicano, o que nos EUA é aceitavel, afinal lá ninguém esconde suas preferências a credibilidade editorial do NYT é reconhecida mundialmente. Com todos esses predicados seria fácil pensar que os caras demorariam pra largar o osso do formato (teoricamente) ultrapassado jornal impresso + café da manhã + dedos sujos.

Mas, pra supresa de todos, eles resolveram inovar (Imagina seu Tiozão, chegando com um carro conversível, camisa Florida e havaianas) o NYT lançou sob roupagem experimental o projeto The Local que são dois sites de notícias voltados para comunidades locais (um para dois bairros do Brooklyn e o outro para três cidades no estado de New Jersey). A idéia principal do caras, é usar a expertise de blogueiros regionais para falar sobre as novidades do lifestyle dessas micro-regiões. Como se não bastasse isso, eles foram mais fundo na mudança. (Agora imagina seu Tio nessas roupas que falei acima e ainda por cima bronzeado e de óculos escuros com armação branca.) Os sites do The Local também vão contar com a participação de estudantes de jornalismo nos textos.

(Já imaginou a cara da sua Avó ao ver seu Tio no style. Pânico TOTAL certo?) Foi mais ou menos isso que aconteceu com os americanos, vocês vão trocar a sobriedade por textos escritos por não jornalistas? Estão loucos? A resposta do Jim Schachter, editor de Iniciativas Digitais do NYT, é de que vale correr o risco. Para ele, isso é "o esforço para perceber se existem novas formas de jornalismo das quais o jornal pode começar a fazer parte."

É isso ai, o NYT ta certo, depois da capa da TIME (que você pode ler no post chamado Dedo na Ferida) ficou claro que o mercado tinha que buscar novas soluções e o processo nessa busca exige um pouco de coragem e ousadia. (É quando você percebe seu Tiozão ficou mais gente fina depois de pensar na vida e ver que precisa aproveitar mais...)

A Condé Nast contra a Crise!

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Eu já poderia ter colocado esse post no ar faz tempo, mas o timming exato é hoje. No dia que a Europa anuncia oficialmente que sua economia está em recessão por causa da crise, eu posto aqui o mais novo lançamento da Condé Nast que chega as bancas num dos piores momentos da história do capitalismo.

A revista LOVE que terá peridiocidade bianual (nossa existe isso?) será focada em lyfe-stile, moda e arte. Ela chega para ser o ponto alto de um mercado que teoricamente está sendo muito afetado pela crise. É preciso tirar o chápeu para a contemporaniedade da Condé Nast. Eu fico pensando quem além deles teria o colhão de lançar um produto num cenário como esses. E sinceramente não acho ninguém.

Coragem e crise a parte, vamos pro que realmente interessa. A revista será lançada primeiramente no Reino Unido no dia 19 de Fevereiro. A proposta de design dos caras é ousada, algo meio dirty-glamour que você confere nos anúncios acima. Enquanto não rola o lançamento você pode ver a informações pré lançamento no blog da redação de Love.

Design genuinamente Brasileiro!

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Uma salva de palmas ao staff dos Paralamas de Sucesso. Os caras mandaram super bem na linguagem visual do novo CD da banda chamado de "Brasil afora". Inspirado nos cartazes disponíveis em bares, açougues, mercados, vendinhas, camelôs e boleias de caminhão pelo Brasil a fora (gostou do trocadilho?) ele criaram uma linguagem 100% brasileira. Tudo isso para divulgar o primeiro single do disco que será lançado no começo de fevereiro. Agora nos resta esperar o CD pra dar uma olhada no resultado final. (Que promete muito no que diz respeito a parte gráfica do produto!)

Não vou ficar aqui falando que eu já sabia, mas que eu cantei a bola, aaahhh... isso eu cantei. E você pode conferir nesse post aqui. Essa linguagem é nossa e precisamos valoriza-la. O resultado sempre vira aquilo que os gringos chamam de brasilidade.

Teaserzinho de lançamento do single. Parece ou não um cartaz?

O Hotsite. ta mais pra boléia de caminhão. Isso é muito Brasil.


UPDATE 20/01/2009 (18 horas) - As fontes utilizadas no CD são parte do Projeto de Graduação do designer carioca Vinicius Guimarães chamado Tipografia Artesanal Urbana. Esse projeto me lembra o outro projeto o da fonte Brasilêro do curitibano Crystian Cruz.

UPDATE 2 21/01/2009 (00 horas) - Recebemos a ilustre visita de um dos autores do trampo aqui no blog. André Lima da Tecnopop deixou um comentário (um não, dois... rs) e colocou os pingos nos "is". Ele junto com Raul Mourão e Rafael Alves são as mentes criativas por trás do projeto. Segundo o próprio André, o encarte do CD vem com mais manifestações tipográficas genuinamente brasileiras. O André ainda deu um crédio pra uma das fontes que estão nessas peças acima, é a Carreto do Marcio Hirosse da Fabrika de Typos.

O troco da Placar

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A alguns dias eu fiz uma grande análise sobre as novas revistas de futebol que inundaram o mercado brasileiro. (leia aqui). Uma das revistas que falei era a FUT! o braço mensal do jornal o Lance!.

Agora, vou falar do Jornal Placar, o troco da editora Abril no Lance!, com distribuição gratuita na cidade de São Paulo a primeira etapa do Jornal tem duração de um mês. Eu tive o privilégio de ver em primeira mão a edição de estréia e posso dizer que está muito bom. Uma proposta editorial ousada, com textos curtos e bem escritos, o Jornal é também muito bonito. Com o mesmo refinamento e qualidade da revista. A tipografia forte e as cores bem escolhidas fazem o Jornal Placar ser mais bonito do que o Lance!.

Na Europa
O Segmento esportivo bomba aqui e bomba na Europa. Na França o L'Equipe, até então único diário esportivo do país, ganhará dois concorrentes. Aujourd'hui Sport e 10 Sport chegam às bancas francesas com projetos muito semelhantes ao Jornal Placar. Formato tablóide e 24 páginas coloridas (16 no Jornal Placar). Eles têm lá a mesma intenção que as revistas FUT! e Four Four Two tiveram aqui no Brasil. Conquistar parte dos leitores dos tradicionais Placar (Brasil) e L'Equipe (França). Na França os diários esportivos quebram também um tabu. Há dez anos o mercado editorial francês não assistia ao lançamento de um jornal.

Bola pro mato que o jogo é de Campeonato

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Continuando as análises sobre o mercado editorial brasileiro eu aproveito o lançamento da versão brasileira da tradicionalíssima revista britânica Four Four Two. Para falar sobre uma nicho que existe a muito tempo no nosso país mas que ao meu ver ainda não foi explorado de maneira correta. Falo das revistas de Futebol. O Brasil é o país do futebol. Todo mundo joga, torce e discute sobre isso. Teoricamente uma revista de futebol aqui, deveria vender como água. Mas infelizmente não é isso que acontece. Tirando a Placar (que vou analisar mais a baixo) o país nunca teve uma revista de futebol de destaque ou tradição. Título vêm e vão mas em sua maioria a falta de visibilidade e vendas põe um fim na trajetória.

Como falei em a uns dias atrás (leia aqui) o mercado editorial brasileiro está em expansão e se segmentando cada vez mais. Com isso, a Placar que ganhou agora a concorrência da Four Four Two, também vai ter de tomar cuidado com a revista FUT! turbinada pelo jornal Lance!. Os dois novos títulos são os únicos que realmente podem junto com a Placar, mudar essa escrita de que revista de Futebol não da certo no Brasil. Abaixo eu faço uma análise mais profunda das três publicações.

Placar (Editora Abril, desde 1970, públicos A, B e C, futebol nacional)
A Placar é uma das revistas de esporte mais tradicionais do país. Têm credibilidade e muita história, mas mesmo assim não deve ser considerado um caso de sucesso absoluto. Em sua longa trajetória teve péssimos momentos e quase sempre deu prejuízo nos balanços de fim de ano. Pela redação de Placar passaram os maiores jornalista, fotógrafos e designers do Brasil. Gráficamente Placar chegou a se colocar na vanguarda brasileira com seu polêmico projeto chamado de "Futebol, sexo e rock 'n roll" feito em um formato grande e assinado por ninguém menos que Roger Black um dos designers mais conceituados do mundo. Hoje o projeto gráfico da revista prima por boas fotos que sofrem interessantes interferências visuais. A tipografia forte da atitude e modernidade ao projeto.

Capa da Placar, fotaça com um belo tratamento


No abre a fonte imponente resolveu o problema

As seções da Placar são agora as mais básicas


FUT! (Editora Lance!, 1ª Edição, públicos A e B, futebol nacional e internacional)
A FUT! é mais uma ousada investida do Grupo Lance! na busca pela hegemônia no segmento futebol. Em seu teaser de lançamento ela promete ser uma opção sofisticada de cobertura de futebol pelo mundo, mas infelizmente o primeiro número da revista não cumpre o prometido, com uma capa polêmica, fotos ruins, papel de péssima qualidade e impressão deficiente o trabalho fica totalmente comprometido. Ainda que os textos (de uma equipe de qualidade) sejam bons, o conjunto deixa muito a desejar. O projeto gráfico criado pelo estúdio Cases i Associats de Barcelona é interessante com soluções modernas nas seções e abres ousados. Mas essas boas soluções não combinam com as cores escolhidas que são opacas e sem vida (não sei se por culpa do papel ou são assim mesmo.)

Na capa da FUT! nem o verniz de reserva salvou a foto

O bom projeto ficaria ótimo com umas cores mais vivas


Seções divertidas e bem resolvidas. Ponto pra eles


Four Four Two (Editora Cadiz, 1ª Edição, públicos A e B, futebol internacinal)
A Four Four Two brasileira vem turbinada pela fama e tradição da irmã britânica. Com projetos parecidos, a versão verde-amarela têm como missão seguir os craques brasileiros no velho continente. O ar classudo das seções e as cores vivas é são o destaque. A primeira edição falha algumas vezes na utilização de recursos gráficos gratuitos. Sombras em excesso e montagens forçadas deixam a idéia que o projeto é bom, mas só precisa de mais cuidado na hora de ser executado. As boas qualidades de papel e de impressão dão o ar TOP que as classes A e B exigem.

A capa da Four Four Two, boa para uma primeira edição


Abres ousados, mas a sombra podia ter ficado de fora


Seções modernas e com cores vivas


Essas 3 revistas com certeza são as de mais destaque no cenário brasileiro e devem ser observadas de perto. Como designer e amante do futebol minha esperança é que as 3 possam alavancar o segmento e ocupar esse nicho que está ai, e só precisa ser bem preenchido.

Elle Lupton na Cultura: "De volta a Bauhaus!"

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Hoje eu tive o privilégio de assistir a ótima palestra da Ellen Lupton na Livraria Cultura. Durante aproximadamente uma hora ela explicou os motivos que a levaram a escrever junto com Jennifer Cole Phillips seu novo livro. Aqui vai uma descrição do que rolou, sei que é um pouco longo mas vale a pena ler até o final.

Em Novos Fundamentos do Design, elas voltam aos conceitos e ensinamentos da Bauhaus, para lançar as bases do design que ela chamou de pós pós-moderno (isso mesmo), em palavras da própria seu desafio foi "No pós pós-moderno como voltar ao básico?". Professora num curso de Pós-Graduação, Ellen percebeu que a cada ano seus alunos entram sabendo mais sobre softwares e menos sobre os conceitos a serem empregados. Segundo ela: "A nova geração é boa demais em copiar, mas têm dificuldades na hora de criar, e o problema é a falta de conceito e o excesso de clichês no design atual (como por exemplo sombras, blurs e outros recursos semi-prontos disponíveis nos softwares hoje em dia)". Os preceitos da Bauhaus que buscava a simplificação da forma, em seus elementos mais puros, foram deixados de lado a partir do anos 60, trocados por um design mais viceral, caótico (no sentido da sua construção) e que levava em conta a experiência particular de cada indivíduo. Em seu livro ela defende que a nova geração de softwares (com suas facilidades utiliazadas de forma corretas) nos possibilita a criação de trabalhos complexos, mas com a preocupação da universalidade proveniente da Bauhaus. Show...!

Após a esclarecedora palestra Ellen respondeu algumas perguntas. Perguntada sobre o porque de seu livro apesar de tratar de assuntos comuns em outros livros (como ponto, linha e plano) ser tão especial, ela explicou que os livros velhos de referência que ela utilizava na faculdade não se conectam com a geração atual e em sua experiência como professora ela percebeu que essa conexão é primordial para que a nossa geração busque esse tipo de referência. Outra pergunta era sobre a dificuldade na regularização da profissão de designer. Sobre isso ela foi polêmica, disse que a regularização (que também não existe nos EUA) não importa, que o que importa é uma cena atuante e isso o Brasil tem. A última pergunta que ela respondeu, foi sobre a diferença em se fazer design a 30 anos quando não se tinham essas inúmeras ferramentas e agora onde apesar do grande leque de ferramentas é preciso de mais conhecimento para utiliza-las de maneira correta. E ela deixou claro que ama as novas tecnologias, mas que é preciso buscar nos bons tempos a vivacidade do design.

Como vocês podem ver, a mulher é boa e como o mediador André Stolarski falou, sua melhor qualidade e a facilidade que tem de tornar assuntos mais complexos em simples conversas amigáveis.

Ascensão e Queda!

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Eu tenho prestado muita atenção nos altos e baixos do mercado editorial. Isso porque, quando comecei a trabalhar na área, a sombra da internet já pairava sobre o futuro do mercado editorial. Apocalípticos davam como certo o fim da revista em pouco anos. Esses poucos anos já se passaram e as revistas continuam ai, firmes e (talvez não tão) fortes.

Com o passar dos anos, eu formei minha própria opinião sobre esse assunto, para mim daqui a alguns anos, o papel da internet e das revistas se inverterá, os dois continuarão complementares, mas se hoje o site é um suporte para a revista, em alguns anos a revista será um suporte para o site. Isso estava bem claro na minha cabeça, mas o contato com alguns profissionais e algumas mudanças no mercado me fizeram rever um pouco esse conceito. E acreditar que no Brasil, as revistas ainda tem muita lenha para queimar.

Digo isso com base em algumas conversas. A mais ou menos um mês, tivemos aqui na redação, uma palestra com um infografista espanhol, o Alberto Cairo (palestra que por sinal foi interessantissíma, leia sobre ela aqui no blog do Faz Caber). Ele numa conversa informal com a gente demonstrou sua empolgação com o que ele chamou de "Rico e em expansão mercado editorial brasileiro" eu logo pensei... "Rico?? Em Expansão? Esse cara tá doido?". Após isso fiquei ainda mais atento aos movimentos do mercado. Nos EUA por exemplo, o mercado americano já atingiu seu ápice e está em fase de recessão (turbinada pela Crise Global) revistas com o a Cosmo Girl estão fechando e outras teóricamente fortes como "O" da apresentadora Oprah Winfrey estão as portas de fechar também. O que mais impressiona é que as duas são propriedade da Editora Hearst que tem em seu portifólio revistas como Esquire, Cosmopolitan e Marie Claire. Se a poderosa Hearst não ta conseguindo segurar as pontas, o que restará pra nós simples mortais?

Mas no Brasil as coisas não estão indo tão mal. Em um menos que 1 ano, tivemos o lançamento em versão tupiniquim de quatro revista internacionais. As editoras nacionais lançaram novos produtos (eu farei uma análise mais detalhada de alguns desses títulos em breve) e o mercado está cada vez mais segmentado. Realmente da pra perceber uma expansão no mercado brasileiro (Os jornaleiros podem até não concordar, mas a falta de vendas engloba fatores mais abrangentes do que os colocados aqui).

Olhando assim e analisando esses dados, parece claro como a água. Mesmo assim, muita gente no Brasil ainda acha que revista é coisa sem futuro. Mas num país onde a internet é usada como promessa de campanha me parece mais sensato o lançamento de uma revista.

Ellen Lupton no Brasil

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Quem já leu o Pensar com Tipos, sabe da importância dela para as discussões em torno do design contamporâneo. Além de autora, Ellen Lupton é diretora do programa de pós-graduação em design no Maryland Institute College of Art e do MICA`s Center for Design Studies.

Toda essa introdução, serve para dizer que ela está vindo aqui pro Brasa para o lançamento de seus dois novos livros Novos fundamentos do design e Eu que fiz, esse último produzido em parceria com sua irmã gêmea. Em ocasião do lançamento, ela fará 2 palestras aqui em São Paulo. Vale a pena conferir.

24 de outubro (11 h)
ESPM
Rua Dr. Álvaro Alvim, 123, Vila Mariana- São Paulo (SP)

25 de outubro (11 h)
Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo
Av. Paulista, 2.073

Para quem não puder ir na palestra, no site da Cosac Naify tem uma entrevista bem legal com ela, é só entrar aqui.

Um gerador de fontes cinematográfico

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\\A Extensis acaba de lançar o SuitCase 2.0 com uma super campanha. Eles criaram um filminho estilo True Lies, falando sobre as novidades do novo gerenciador de fontes. A iniciativa é legal e válida afinal, tenho certeza de que eu não sou o único (feliz) macqueiro a trocar o SuitCase pelo Linotype FontExplorer X que além de ser melhor é free. O SuitCase perdeu espaço e nada melhor que uma boa campanha de marketing para tentar virar o jogo. Em tempo, só o marketing não adianta, certo? Abaixo o vídeo do lançamento.



by: i love typography

Mais uma!!!

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Ainda quentinha, ... lá vem mais uma máquina profissional da Nikon.

A Nikon optou por pular a numeração da D300 para a D700, talvez para parecer uma ultra evolução. Porém, a máquina não é nada a mais, nada a menos que a junção da D300 e a D3. ( que não deixa de ser muito legal).

Com o tamanho de uma e o sensor Full Frame de 12.1 mp da outra, o obturador sobrevive aos 150.000 clicks ( e não aos 300.000 da D3 ). E ainda: tamanho do sensor é de 23,9x36mm ( o que chega muito próximo das medidas do fotograma de 35mm) e o ISO vai de 200 a 6400.

A nova câmera, parece abrir um novo seguimento de equipamentos da empresa japonesa que vem concorrer diretamente com a Canon 5D (ou sua sucessora). Creio que a Nikon inovou e deu um passo à frente da Canon, mas expresso minha preferência pela segunda. No que me parece a Nikon sempre está correndo atrás do prejuízo, Canon lança....posteriormente Nikon lança.


Independente, mas uma ótima câmera para alegria dos fotógrafos.