... pra não levar a sérioooo!... ... O nosso caso de amor, eu sempre fui sincero e você sabe muito bem... ... eu não te prometi amor... NAAADA!
Pra quem não sabe, o trecho acima é da música Telefone do mestre Tim Maia, mas caberia muito bem no que acontece hoje no mercado editorial yankee.
O grande Tim em 77, ele sabia das coisas
Isso porque o ABC (sigla de Audit Bureau of Circulations, é tipo o IVC dos americanos) divulgou a poucos dias números nada animadores sobre a "circulação" ou "venda" das revistas digitais (leia-se revistas para IPad) nos últimos meses. O que se constatou foi o que muitos ja falavam... INCLUSIVE EEUUU! Apesar do BOOM inicial, todas despencaram... inclusive a Wired de 100.000 exemplares vendidos no lançamento.
Agora! Isso você lê em qualquer lugar... o ponto chave desse post é que esses números mostram cada vez mais que o caminho trilhado não está certo. As grandes editoras estão caindo no mesmo erro das gravadoras a uma década atrás... Ao invés de repensarem o negócio, eles querem "modernizar" o negócio da maneira mais capenga e conveniente possível. Emulando a interação Leitor x Revista e emulando até a interação Leitor x Editora.
Isso está errado e os números mostram isso... Não adianta você querer ditar pras pessoas o que elas vão consumir de informação. Você precisa deixar elas escolherem a informação que querem consumir...
Chega de discussões infindáveis sobre PDF em movimento ou estático, slides, texto ajustavel, texto estático... Não é hora de enfeitar o pavão. É hora de discutir o formato... É preciso saber que informação passar pro leitor... Ele quer montar a "revista" dele com os assuntos que o interessam mais...
No post do ano passado Porque não falar do iPad, eu bati nessa tecla... É preciso inventar, sair da caixa e descobrir uma maneira INOVADORA de disseminar a informação para que o leitor possa realmente ter vontade de pagar por algo que ele pode ter de graça... A formula "6 editores decidem o que 1.000.000,00 pessoas vão ler" está totalmente ultrapassada e tudo que partir pra esse lado será rejeitado pelo público.
Agora um recado pras grandes editoras, enquanto isso não mudar... agonizem!
PS: Pra quem não conheçe a sonzeira... aperte o play!
Não... não é nenhum furo de reportagem nem uma crítica ácida a alguma fonte ou cor... Esse post é mais um reconhecimento as equipes de arte das revistas. Principalmente aquelas que além de fazer, explicam como fazem.
Estou falando dos blogs das equipes de arte, que além de trabalhar enloquecidamente para produzir toda a revista ainda encontra tempo para partilhar suas inspirações, curiosidades, dicas e na maioria dos casos o processo interno da produção de capas, fotos, infos e matérias.
É uma espécie de auto-retrato onde nós podemos ver através da lente dos membros dessas equipes e entender como funciona a parte mais efervecente das publicações.
Numa breve pesquisa achei 5 blogs que representam bem o que falei sobre o olhar da equipe para o mundo. Desses 5, o mais antigo e ativo é o Faz Caber da equipe de Arte da revista Época. Desde 2007 eles alimentam o blog com dicas, referências e bastidores do que acontece na redação.
Outro ótimo blog é o Esquireartdepartament que trás a tona todos os bastidores da equipe da Esquire Espanhola, eleita a revista do ano em 2010. No blog você consegue entender exatamente o que se passa nos bastidores da equipe. Os bastidores dos abres de matéria são de dar inveja.
Já na SuperInteressante o blog Dagaveta revela a aclamada união Arte x Texto, que fica explicita nos posts de matérias e seções, cheios de imagens que monstram passo a passo a construção visual das matérias
Voltando pra Espanha o outro blog gringo que merece uma nota é o Bazaar Art Departament da estilosa revista. Apesar de poucos posts, você viaja por referências que a equipe indicaalém de releituras de capas históricas
Por último mas não menos importante temos o Los Pantones da equipe da Época Negócios. Cheio de referências culturais que vão longe do papel, o blog viaja por arte música e cultura pop pra traçar a tela de referências inspiracionais que guiam os caras.
Você conheçe mais algum interessante? Indica ai que posto aqui...
Uma das minhas resoluções de Ano Novo foi a de voltar a ativa no blog!
Ta bom, não pensei isso na virada, no momento das verdadeiras resoluções, mas o importante é que ano novo, vida nova e novos posts... Por isso coloco no ar, hoje a "Catrospectiva" do Metanoia Studio é o nosso olhar do que rolou no mundo através das capas das maiores e mais bonitas revistas.
O ano começou com umas das maiores tragédias naturais da história recente e a Época apostou na sua bela e consagrada visão minimalista
Fevereiro | New York A classe e o estilo da New York trazem a expectativa e a corrida dos atores indicados ao Oscar
Março | The Economist As mudanças climáticas que vem castigando o planeta veio numa ilustra muito bem executada na melhor pegada Economist
Abril | Vanity Fair Gordon Gekko está de volta na aclamada sequencia de Wall Street. Aclamada também foi a incrível capa da mais incrível ainda Vanity Fair
Maio | Monocle O mundo inteiro se rendeu ao Brasil de Lula e a Monocle tras seu visual analítico pra fazer um estudo da nova política diplomática brasileira
Junho | ESPN Magazine Fotaças lindas e bem produzidas! Com essa característica a ESPN Magazine construiu sua reputação no mercado editoriale a capa sobre a Copa não podia fugir disso
Julho | Entertainment Weekly Pode não ter feito sucesso como outros filmes, mas que A Origem foi um dos mais comentados ninguém dúvida. Na EW ele recebeu o tratamento clássico de Blockbuster Hollywodiano
Setembro | Veja A maioria absoluta das capas da Veja são de gosto questionável. Mas temos que dar o braço a torcer, poucas são as revistas que tem o culhão de sair com uma capa toda branca
Outubro | Mad Talvez o maior derramamento de óleo da história só poderia sair com o clássico e peculiar deboche da sempre perspicaz e ácida revista Mad
Novembro | Rolling Stone (BR) Os shows no Brasa eram em Dezembro, mas um mês antes não se falava em outra coisa. McCartney bem nessa capa que de tão característica já virou uma instituição do design editorial.
Dezembro | Wired O filme original de 82 ajudou a moldar a forma como enxergamos o mundo de hoje por isso a sequência tem sido tão ventilada a ponto de ganhar essa capa sci-fi da bíblia dos geeks.
Na semana passada a Wired divulgou um vídeo sobre o seu novo aplicativo pra iPad. Pra mim, a grande novidade é o início de um novo pensamento na hora de criar o conteúdo, a tentativa de emular uma interação revista x leitor começou a ser deixada de lado e as interações que o iPad proporciona, como toque, video e etc. começaram a ser usadas de maneira mais conceitual.
Como sempre a Wired da um passo além das outras na busca pela melhor forma de disseminar seu conteúdo...
"Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar..."
É assim, ao som de O portão do rei Roberto Carlos que começo esse post. E não pensem que vou falar do lançamento da Wired pro iPad (não vou falar agora, falarei no próximo post). Hoje vou falar de algo muito mais substancial, importante e conceitual do que porcarias tecnológicas (nossa, que agressivo, vou xingar muito no twitter... rs)
Hoje eu vou falar do atentado que 99,999% dos designers (me incluo nessa) tem feito aos indefesos olhos do público em geral. Falarei do uso exacerbado, descriterioso e gratuito do amarelo 100% no design editorial brasileiro.
Primeiro quero deixar claro que eu gosto e uso muitas vezes o amarelo100 (vamos chamar assim pra ficar mais fácil, ok?) mas tenho percebido que os designers de maneira geral tem perdido a mão no uso desse recurso. Como diz meu amigo Alexandre Lucas, o amarelo100 é como energia nuclear, em mãos erradas...
Hoje em dia, as coisas estão assim, você precisa destacar alguma informação? Mete um amarelo! Pode ser uma caixa amarela pro trás, pode ser texto escrito em amarelo, pode ser um splash amarelo...
Só que chega uma hora que as referências precisam mudar né? Daqui a pouco, o amarelo100 vai ser que nem NikeShocks (madein china), todo mundo tem. E ai amigo, um recurso bacana vai ficar banalizado.
Nós precisamos buscar outras formas de destacar a informação, já banalizamos o bold e estamos banalizando o amarelo100... onde é que vamos parar...?
Abaixo coloco alguns exemplos (inclusive coisas minhas) pra vocês verem como o amarelo100 está em todos os lugares. Não se melindrem ok?
Quando o mercado editorial começou a ser bombardeado com teorias apocalípticas do fim de revistas, jornais e livros, muitos designers ficaram com medo... As expressões do mais medrosos eram: "Ficaremos sem emprego."
Mas o que todos nós esquecemos, é que assim como a tecnologia avança na forma como disponibiliza as informações, ela também avança na forma de produzir conteúdo. Acabo de conhecer através de Crystian Cruz - um entusiasta das novas tecnologias - o Content Station da WoodWing's. Que nada mais é que um plugin do Indesign que facilita a produção de conteúdo pro iPad. A bandeira levantada por eles é de que com esse plugin você não precisa de grandes conhecimento de programação e pode produzir conteúdo de qualidade com as atuais habilidades dos designers. Abaixo segue um vídeo de demonstração do programa.
Como eu venho falando a tempos, o Content Station é apenas mais um degrau na escada que vai nos levar a um novo e diferente formato de produção e disseminação de conteúdo. Onde o papel do designer será fundamental, deixaremos de nos preocupar apenas com a forma e passaremos a pensar também no conteúdo. Segundo o próprio Crystian sua nova profissão é essa, Designer de Conteúdo.
A fala acima é atribuída a ao folclórico e caneludo Jardel, atacante que teve passagens destacadas por Grêmio e Porto de Portugal e apagada pela seleção brasileira, segundo as más línguas, Jardel teria cravado essa pérola no intervalo de um clássico na terrinha (provavelmente Porto X Benfica. Tendo disso isso ou não, ele levou a fama.
Bom, mas como o blog não é sobre futebol vamos ao que interessa. Quem já passou por aqui mais de uma vez sabe o quanto eu malhei o iPad e seus similares pelas insistentes e frustradas tentativas de simular a interação do leitor com a revista. Mas, além de chato eu sou justo e agora está na hora de falar do inverso, das polêmicas (e as vezes frustradas) tentativas das revistas impressas de simular uma capa no iPad. Com o lançamento do brinquedinho da Apple pipocaram por ai capas sobre ele, e assim que percebi a tendência (ou a falta de...), comecei a colecionar as imagens e a demora pra fazer o post, foi recompensado quando vi na banca do Johnny a capa da Wired. Sei que ainda rolaram mais capas, quem tiver uma dica manda que atualizarei o post
Confiram abaixo as primeiras quatro e opine... tendência?
O mais legal de ter um blog de design, é poder acompanhar o movimento das tendências e quando possível antecipa-los.
A uma semana no post "...give power to designers!" eu falei sobre a Palestra do Jacek Utko no TED do ano passado. A palestra falava basicamente de como o redesign do projeto gráfico/editorial de um jornal pode influenciar diretamente na sua circulação. Jacek trazia dados impressionantes com aumento de até 100% na tiragem em 3 anos.
Agora, o que era pra ser apenas um post colaborativo, ganhou contornos de coincidência, quando o MagCulture postou o redesign do The Observer em Londres e agora ganha ar de profecia quando descubro que os4 grandes jornais de SP tem mudanças gráficas e editoriais preparadas pra esse ano. Estadão, Folha, Valor e Diário de S. Paulo, apostam nessa mudança, como uma forma de aproximar o papel dos novos hábitos culturais e comportamentais da sociedade.
O Estadão tem mudança anunciada para o final de semana do dia 14/03. Segundo a chefia do jornal, o redesign de agora é uma evolução do projeto de 2004 e promete inovações como um novo padrão de colunagem. O trabalho foi tocado pelo estúdio multi-nacional Cases i Associats que tem em seu portifólio mais de 100 projetos para jornais do mundo todo como Daily Mirror e The Independent (UK), Clarín (Argentina) e etc...
Na Folha de São Paulo o novo projeto gráfico, que vem sob a batuta de Eliane Stephen deve estrear apenas em Maio. Eliane que também foi a responsável pelo redesign da Folha nos anos 90 quando o jornal passou a ser impresso colorido. As grandes vedetes desse novo trabalho devem ser as famílias tipográficas desenhadas por nomes de peso como Erik Spiekermann, Christian Schwartz e Lucas de Groot - este trabalhando num redesenho da fonte display criada por ele próprio em 96.
Por ter um público mais conservador, o Valor Econômico não aposta em mundanças drásticas, mas apenas numa pequena releitura, uma espécia de aparar de arestas, que será tocada pelo estúdio Simon Associates e deverá sair em Maio, mais precisamente dia 03 data que o jornal comemorará 10 anos de vida.
Já o Diário de S. Paulo começa esse mês um trabalho que deverá ficar pronto apenas no final do ano, começou essa semana um grande trabalho de identificação de mercado e público-alvo, comandados pela Innovation Media Consulting, que trouxe pra capitanear essa primeira fase o designer espanhol Antonio Martin responsável pelo redesign de jornais como de Marca e Expansión(Espanha), Diário Econômico(Portugal) e Libèration (França).
Brincadeiras sobre achologia a parte, a única coisa que me incomoda, é a falta de mão-de-obra brasileira em todo esse processo. Tenho certeza que muito do que será feito sairá de telas bazucas, mas infelizmente, como na maioria das vezes, esses não são os "que aparecem"...
Sempre que o governo precisa de ajuda em alguma campanha nacional, o futebol entra em ação. Campanha contra a fome? Faixas no Fla-Flu. Diga não ao racismo? Concientização num Corinthians X Palmeiras. Todos juntos pela PAZ? Jogadores de Grêmio e Inter entrando de mãos dadas... e assim vai, pois quando os grandes juntam suas forças os resultados normalmente aparecem.
Então, o que esperar de um movimento capitaneado pelas maiores editoras dos EUA? Time Inc., Condé Nast, Hearst, Meredith Corp. e Wenner Media acabaram de lançar a campanha “Magazines, The Power of Print”. Isso mesmo, serão 79 revistas (veja aqui uma lista com todas) que levantaram a bandeira das grandes editoras do mercado americano, que querem mostrar alguns equívocos no que diz respeito a abordagem do presente e do futuro das revistas impressas, reafirmando sua importância cultural.
A idéia dos caras é mostrar que uma nova tecnologia não sepulta a outra (antiga) e pra isso eles lembram de exemplos como: "O cinema vai acabar com o teatro, a TV vai acabar com o cinema e a Internet vai acabar com todos."
A ação já tem algumas frentes, como o logo da campanha que utiliza pedaços dos letterings das revistas. Dois anúncios exaltando as "qualidades" de materiais impressos (um conta até com o multi-campeão Michael Phelps) e um vídeo onde os ban-ban-bans das editoras defendem seus "filhos".
Essa nada mais é do que mais uma desesperada tentativa das editoras sobreviverem. Mas como falei no começo do post, quando os grandes se unem, normalmente os resultados aparecem. Eu só fico em dúvida (na verdade eu já sei a resposta. rs) se aqui no Brasil, nós um dia veremos editoras como Globo e Abril se juntando para fazer algo no mesmo sentido...
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